domingo, 17 de outubro de 2010

Reflexões de Daniel Cazcovas

As paredes me sufocam à medida que eu tomo consciência de mim e de um mundo de absurdos lá fora.

“Infinitas possibilidades, basta acreditar e você terá.” Me diz o novo Best-seller da auto-ajuda. Não o comprei, li na livraria mesmo. Li talvez só pra falar mal depois. Auto-ajuda e Auto-engano pra mim são coisas muito parecidas.

E me vem aquele convite: “Vamos sair hoje! Vai ser massa!”.

Ah! Os amigos. Sempre lá, para beberem conosco, nas alegrias da farra, nas dores de amor, de cotovelo, dores de chifre e até de morte.

Vou com eles, mas essa festa não é pra mim hoje. Abro a carteira. Um calendário de seis anos atrás (lembrança de meu avô), uma poesia bêbada em papel amassado, um número de telefone de uma mulher que conheci não sei onde, nem quando, nem mesmo por que. Deve ser bonita, ou não, realmente não lembro. E dinheiro, dinheiro de uma cerveja, que pelo menos deve estar gelada.

A minha liberdade parece que se casou com a economia, e corta minhas asas quando não me encaixo nos moldes ou sempre que estou sem grana. Acendo um cigarro e no meio da fumaça reflito: “Putaquipariueutôfudidomesmo!”

sábado, 18 de setembro de 2010

Vampiro? (ou Maldita Sede)

O sol do meio dia me faz sentir meio vampiro. Mas diferentemente de um vampiro juvenil eu não brilho; estou mais para um Nosferatu, que não lembra do que viu no espelho e lembra a todo o momento da maldita sede.

A noite me abraça, mas é um abraço sufocante. Insisto em não dormir para não abrir um turbilhão de pesadelos dessa mente que ainda sente a sede.

Minha benção, minha maldição é essa sede que sinto.

Sede luxuriosa, sede necessária.

Que nubla meu pensar, que aumenta meu pesar.

E espreito nas sombras.

Não como um fresco vampiro juvenil.

Que anseia e faz rodeios por conta de um simples beijo.

Mas como ser maldito e insaciável que sou.

Que sacia sua sede nos recantos pecaminosos das belas desatentas, das falsas puras e das sonhadoras.

Mordo com força, sussurro obscenidades, misto de prazer e perigo, sem falsas promessas.

Vou com a noite, sem nome, sem lembranças.

Maldita sede que me enche de desejos e de esquecimentos.


domingo, 12 de setembro de 2010

O vinho

O vinho me traz o esquecimento, mesmo que momentâneo.

E me vem à cabeça o olhar dela. Dessa vez não havia admiração, não havia brilho em seus olhos. Havia o cinza, havia o desapontamento. Nunca fui perfeito, sei disso, mas aquele olhar me dizia que eu estava errado sobre o quanto e como ser imperfeito. Como se houvessem regras sobre imperfeição.

Mas devem ser as leis que me levaram a estar com ela, as leis ancestrais. Amor? Quem sabe?

O vinho me trouxe a verdade, mesmo que tardia.

Já não sou o que era, nem estou como queria. Não toquei a Lua, não adentrei a aventura que me cabia.

O vinho confundiu minhas idéias, e acabou dando sentido a elas.

Quebrou os padrões de minha maneira de pensar habitual. Destruiu clichês, me mostrou caminhos. Soluções impensadas, inesperadas.

O vinho me amou, tal qual prostituta.

Que me ama sem amar, me acaricia mecanicamente, falsa sensação de conforto. Cobrará seu preço ao final, me trazendo à realidade. E eu darei de cara no asfalto, o beijo frio que me sobrou.

O vinho me deixou um gosto amargo.

O amor me deixou um gosto amargo.

O vinho me trouxe lágrimas.

O amor me trouxe lágrimas.

O vinho me acompanhou.

O amor, não.


*trilha sonora:http://www.youtube.com/watch?v=Kl-TdEFOOc4

Aos meus amigos talentosos

Ah, esses meus amigos talentosos!

De onde tiraram tais idéias? Eu espremo um sonho que forma apenas uma palavra na imensidão de uma folha em branco.

Será que acharam a estrada secreta? Ando de bicicleta por uma estrada empoeirada, são idéias antigas, um poço de memória, são águas passadas.

Um povo feito de sentimento. Criei robôs, mas depois os deixei enferrujar, já não me servem mais, esses homens de lata.

A mágica que fazem com as palavras... Eu luto prá domar um verbo querer desengonçado, batalho um verbo indefinido que é o Amor. Tento fugir da breguice de um “felizes para sempre” ou mesmo de um clichê de poeta sofredor. Tudo me sai cru, amargo, direto, como um soco recebido depois de se tomar uma dose de cana.

Dançaram pelas nuvens. Eu navegava por um deserto, é irreal eu sei, mas muitos momentos na vida o são.

E seguiram na rima da vida, a poesia nela contida, a música indefinível que dela é ouvida.

Eu me ajuntei com eles e fui curtir também

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Ah...então... Vá!

Lembrando agora...foi num msn de um amigo que eu vi a frase: “Tá estressado? Então deixa tudo e vai prá praia Mané!” (Adiantando logo: Valeu Johnny!!)
Quem de nós já fez isso? Olhe que é um negócio que faz bem viu!
Eu fiz isso hoje...cabeça do tamanho de um planeta tempestuoso...coisas e coisas maquinando.....sem bons resultados...Putz!Tava a duas ruas da praia! Ou seja, fui!
Mas quando fizer esse tipo de coisa e for prálgum lugar prá espairecer, lembre justamente disso é prá ESPAIRECER, não vá levando tooodo aquele peso chato.Pois a idéia é “Just relax, enjoy”. Foi bom, desestressei, o problema, bem ainda existe, mas “Não se aflija e não tema porque Robin Hood não tarda a chegar” (de um personagem do Pernalonga), pena que nem peguei uma corzinha, coisa q por sinal estou precisando!
Então se você precisar...
“Vá!Vá! E grite ao mundo que você está certo!Você aprendeu tudo enquanto estava mudo. Agora é necessário gritar e cantar rock e demonstrar o teorema da vida e os macetes do xadez, do xadez! Você tem as respostas das perguntas, resolveu as equações que não sabia e já não tem mais nada o que fazer a não ser, verdades e verdades e verdades mais verdades para me dizer, a declarar!
Tudo que tinha de ser chorado já foi chorado, você já cumpriu os doze trabalhos, reescrteveu os livros de séculos passados, assinou duplicatas e inventou baralhos. Passeou de dia e dormiu de noite! Consertou vitrolas para ouvir música, sabe trechos da Bíblia de cor, sabe receitas mágicas de amor, conhece em Marte um amigo antigo lavrador que te ensinou a ter do bom e do melhor, do melhor!
O que você não sabe por inteiro, é como ganhar dinheiro!Mas isso é fácil e você não vai parar. Você não tem perguntas prá fazer porque só tem verdades a dizer! A declarar!”
Porque sempre escutamos, ou mesmo falamos: Toca Raul!!!

Música do dia (é óbvio...hehe): Loteria da Babilônia- Raul Seixas

terça-feira, 9 de junho de 2009

Aquele de idiossincrasias a Born to be wild!


Tenho um tio que, desde que eu me entendo por gente ele joga na loteria. Já ganhou algumas vezes, pequenas quantias, e continua jogando. Ganha aqui uns duzentos reais, comemora, comemora e continua jogando.... Joga e joga, e assim o ciclo se reinicia...
Acreditar que aquela estrela no céu, a primeira que eu vi na noite, que me pareceu especial, vai me conceder um desejo. Que aquela estrela cadente (na verdade insistem em me dizer que aquilo é um aerólito, ou mesmo lixo espacial) realizará também o meu desejo, é normal?É bobo?É coisa de criança?
Aquele que tem “A camisa”, todo jogo do seu time do coração ele a usa acredita piamente que no dia que ele não a usa seu time irá falhar miseravelmente (obs.: ele nunca lava essa camisa).
Bater na madeira três vezes. Continuar despetalando flores até conseguir um resultado de “bem me quer”. Não passar debaixo de escadas.
Aquele que só consegue estudar na véspera, pq a adrenalina é maior.
Ah essas idiosincrasias....
Essas peculiaridades, esses detalhes que enriquecem nossos “eus”.
Tomar banho de chuva só se for pelado, beber apenas sangue tipo “o” negativo, ter como ponto fraco a kriptonita, aquele que acredita é na rapaziada.
Acreditar que papai Noel possui um trenó puxado por “renas mutantes místicas”.
Que o fim é o final, ou que o fim é o início prá outra coisa.
Pq nem toda engrenagem é do mesmo tamanho, o mesmo é feita do mesmo material....Mas quem quer ser apenas uma engrenagem? “Another brick in the wall”?Nem pirigo!!!!
Eu tenho um amigo que acredita que o que faz mau na cerveja é ela estar quente. Outro diz que o que embebeda na cachaça são aquelas gotinhas que sobram em um litro quase no fim. E que mesmo com nomes de santos o vinho São Braz é menos ruim do que o São Francisco (prá mim, ambos são ruins, mas estou tão acostumado, que quando bebi um vinho considerado de qualidade, acho ruim ^^).
Os que tem fé de que um dia o socialismo, o comunismo, mecanicismo,teologismos ("ismos" ad infinitum) hão de ser uma realidade.
Prá uns a verdade está lá fora.Prá outros ela está dentro de vc.
A resposta pode ser subir numa moto e ir ver o mundo.
Botar uma mochila nas costas e ir ver que a vida é prá ser vivida.
Uns que acreditam que é possível uma revolução sem sair do quarto.
E eu é que sou o bobo pq ainda acredito no amor!
Vou é dormir, que meu mau é falta!!!Hahahahaha
Oh admirável mundo novo que possui gente assim!!!Eis a graça!


Música do dia: Born to be wild-Stephenwolf

sábado, 23 de maio de 2009

"The night is calling i have to go"

Um dia, um amigo meu estava em casa. Era noite e chovia. Em casa, escutando músicas das quais gostava e bebendo vinho. Mas algo não estava certo. E esse sentimento aumentava cada vez mais, uma estranha vontade de sair; como naquela música do Scorpions que diz: “The night is calling i have to go”.
Mas a razão pedia que ficasse em casa. Afinal, o que teria de bom prá se fazer lá fora? Possivelmente pegar um resfriado ou mesmo escorregar e se espatifar num chão enlameado.
Mas ele saiu. Munido de seu guarda chuva, um tanto sem rumo, com frio, ele saiu.
Até hoje ele não se arrepende de ter saído.
Escutei minha alma, meu coração e saí”, ele diz sempre.
Naquela noite de chuva ele encontrou o amor.
Até hoje ele não se arrepende de ter saído.


Música do dia: Kiss the rain- Billie Myers

segunda-feira, 18 de maio de 2009

...Borboletas...

Pq às vezes, as palavras de outros sintetizam perfeitamente o que sentimos...

""A maior riqueza do homem é a sua incompletude.
Nesse ponto sou abastado.Palavras que me aceitam como sou - eu não aceito.
Não aguento ser apenas um sujeito que abre portas, que puxa válvulas, que olha o relógio, que compra pão às seis horas da tarde, que vai lá fora, que aponta o lápis, que vê a uva etc. etc.
Perdoai.Mas eu preciso ser Outros.
Eu penso renovar o homem usando borboletas".
-Manoel de Barros

música do dia: Carry on Wayward Son- Kansas

domingo, 3 de maio de 2009

No momento o que tenho prá vcs. Dois clips de duas boas músicas no youtube. E sábias palavras.
As sábias palavras:

"Na vida só existem quatro perguntas realmente importantes:
O que é sagrado?
Do que é feito o espírito?
Pelo que vale à pena viver?
Pelo que vale à pena morrer?
Para todas essas questões, só existe uma resposta verdadeira...
Amor."

Eis os links:
1)Brian Adamms-Have you ever really love a woman?
http://www.youtube.com/watch?v=hq2KgzKETBw

2)Dissidenten-Fatamorgana
http://www.youtube.com/watch?v=vIlVSZmnOgI

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Aquele da chuva


Quanto tempo faz que você não toma um banho de chuva, caro leitor?
Não digo aquela chuva q te pegou desprevenido, do tipo “Ah, esqueci meu guarda chuva!”. Falo de tomar um banho de chuva por opção! Se divertir, curtir um momento mágico.
E não se importar de parecer uma grande criança! Procurando bicas, correndo debaixo de um toró! Se maravilhando com os relâmpagos ao longe e aqueles trovões como se o céu fosse cair. Tomar um banho de chuva e deixar que a chuva te lave. Que ela te limpe das preocupações. Um banho prá lavar a alma!
Lembro de uma vez em que tomei um banho de chuva com os amigos. Voltávamos de uma festa à noite. A chuva chegou linda, forte, súbita. Nos abrigamos. Mas se abrigar prá quê? Se o bom é aproveitar o momento! “Life social talk: Carpe diem!”
Decidimos sair na chuva. Assim o fizemos e corremos, feito loucos, corremos como quem corre prá encontrar um grande amor que está prestes a partir. Parece loucura? Pode ser, mas um pouco de loucura não faz mal. E quem disse que não existe uma lógica na loucura? Foi um momento especial. E o guardarei sempre.
Não precisa ser apenas um banho de chuva. Aproveitar essas coisas que estão ao nosso redor e por vezes nem nos damos conta; um sorvete com alguém, admirar um céu estrelado. Um pôr do sol que tire nosso fôlego. Um cachorro que nos acompanha, fielmente quando nos sentimos só e depois,do nada ele some. Subir numa árvore prá comer suas frutas “no pé”.
Escrevo estas palavras esperando a chuva...


Música do dia: No rain do Blind melon

quinta-feira, 9 de abril de 2009


Aquele dos mitos...


Fui enfeitiçado recentemente por uma sereia, uma siren....
Não meus caros, não estou louco, sonhando ou mesmo delirando, são os dias atuais, é a realidade e nela fui enfeitiçado.
Dizem alguns que os antigos mitos gregos, tinham características humanas, para se aproximarem de, sei lá um tipo de fábula, uma forma de prender, ou mesmo uma metáfora para algumas situações humanas (lembrem, não sou um estudioso de tais aspectos).
Já pararam para observar nossa realidade? Já encontraram deuses e seres fantásticos andando por entre nós humanos? Como um Hércules que hoje ao invés de usar de sua força física usa de seus vastos e potentes atributos mentais? E aquela aparentemente linda guria, que ao te encarar faz teu sangue gelar e você fica petrificado; Seria ela, a Medusa? Ex-namoradas ciumentas tal e qual deusa do amor. Ou o Deus da guerra Ares que não parece tirar férias faz muito tempo, assim como o seu parente hades.
Todos nós empregamos uma jornada, por vezes fantásticas, por este momento chamado vida, assim como Ulisses o fez; E assim como ele, enfrentamos desafios por vezes difíceis de transpor, nem todo homem conseguiu ser fiel, depois de uma verdadeira Calipso, fazer ofertas “tentadoras”; Ou ser ainda humano depois de um tempo com “uma” Circe? Prá que figura mais emblemática do que o minotauro? (Ou vocês achavam que a figura do corno, o homem com chifres de boi, fosse algo relativamente novo?). Ou quando, por vezes somos como Ícaro e sonhamos, voamos alto demais, descuidadamente, para depois sermos arremessados de volta ao solo?
Criaturas terríveis tomam outros aspectos, mas continuam fatais. Deuses caprichosos, manipuladores. Quem será que vai abrir mais uma caixa de pandora?(Vai que dessa vez a esperança não aparece!). As contas que se multiplicam? Oura nada mais, nada menos do que a Hidra que, ao ter uma de suas cabeças cortadas, duas surgem no lugar.
Ou mesmo se analisamos do jeito contrário ^^ , Hércules prá se sustentar, precisava de doze, sim DOZE trabalhos!!! E como não se lembrar de caronte, o barqueiro capitalista? Obrigando os mortos a pagarem a viagem de barco na travessia do Estige. Aquiles, por exemplo, nada contra a autoconfiança, mas vamos ter bom-senso e não nos esquecer dos detalhes!
Hoje, como nos tempos mitológicos, precisamos de Heróis, que nos inspirem que nos ajudem. Surgem alguns pretensiosos ao cargo, mas até agora, sem sucesso.
E veio a sereia, me enfeitiçou, até agora nãos sei como. Eu saí de casa sem levar minha porção de cera prá colocar nos ouvidos, prá resistir ao seu canto. E enfeitiçou. Eu parecia até o ciclope Polifemo que, cego, foi ludibriado. Pude me livrar do feitiço, por sorte... Até agora, pelo menos.
Achou o texto esquisito? Eu também. Mas a vida tem desses aspectos.... Estranho... Por vezes esquisito.

terça-feira, 24 de março de 2009

Eu proponho uma atividade a vocês meus caríssimos: Falem com um estranho.
Eis a cena: duas pessoas que nunca se encontraram na vida, por um pequeno detalhe, começam uma conversa e a sensação de ambos, é das melhores. Você nesse momento pode até estar se perguntando “Mas o que eu direi?”. Ah diga pelo menos um “Bom dia!” (claro passe nesse bom dia a vontade de receber um bom dia de volta ^^)
Mas conversem sobre coisas boas, não vá falar dos seus problemas!!! Seja, ah seja nesse momento, alguém que levará a outra pessoa para um “momento no stress”, seja um doador de valor, alguém que acrescenta algo de positivo ao outro, “Good Vibrations!!”. É algo que faz bem ao Life Social de ambos.
O que é interessante notar aqui, é como de certo modo as coisas mudam. Quando eu era criança, me ensinaram a não conversar com estranhos; Agora bem mais “vivido”, venho aconselhar que o façam, pode ser aquela pessoa que está ao seu lado esperando o busão, a pessoa q está no busão, alguém numa fila, aquela que passa e você dá um bom dia e faz com que ela ganhe o dia, alguém da sua escola e aquele alguém que você sempre teve vontade de conversar mas sempre achou motivos (bobos ou mesmo bizarros) para não o fazer.
Então converse. Converse prá conhecer alguém, para contar uma piada, um “causo interessante”, fale do milagre da vida, de um sonho bom, de como é boa a sensação de um banho de mar, de um banho de chuva, de boa sorte, fale dos sinais que muitas vezes não percebemos, converse. Tenha um contato, comunique-se com alguém. Uma interação de verdade, nesse momento de tantos OOOOOrkuts, facebooks e msn’s da vida. Saia então de sua zona de conforto, e aumente o seu life social dessa forma; Mas lembre-se, nada de “hard feelings”.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Aquele da falta de sono.


São duas da manhã. O sono não veio. Escrevendo estas palavras para que o barulho do teclado possa me afastar do silêncio noturno. Não é sempre que a gente consegue ficar só e escutar os próprios pensamentos, o silêncio de estar só, bem....é estranho. Claro q existem momentos em que, até queremos estar só, mas o estar só, mergulhando de cabeça em si mesmo, em nossos medos (lembram daqueles monstros que surgiam no escuro quando éramos pivetes?), em nossos sonhos (os realizados, os que estão listados e os que foram riscados), pode ser uma experiência no mínimo...sufocante, se você não souber o que se está procurando ou, aquilo que se deva escutar nesse "Papo cabeça entre você, você e você".

Já devem ter ecutado essa frase em algum lugar (provavelmente em um livro de aut0-ajuda) mas: "Você é o seu pior inimigo.", bem nesses momentos em q estamos sozinhos, nesse silêncio noturno, pode ser que escutemos uma voz nossa que fala daquilo que perdemos, daquilo que erramos, nossas bolas foras, decidir o que fazer com essas palavras cabe a nós, pois podemos aprender com elas, ou ficar "na merda" com elas. Mai vixi! Tá muito auto ajuda!

É....ficar sem sono, me causa essas coisas...depois de umas doses de whisky na cabeça, muitas idéias soltas, e vez ou outra as lembranças dos amores passados...ai ai, fiquei melancólico... e me perdi! Qual era a idéia desse post mesmo...Lembro não!

Deixemos prá outro dia, parece que o sono chegou!

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Aquele do celular...

"Oh merda!"
Foi assim, com essa sentença que eu "lembrei de ter esquecido" o celular em casa. E agora? Bem, uma luz passou rapidamente por minha mente: "E agora? Agora eu sou livre!" hehe, Sim, livre, porque depois que inventaram e popularizaram o celular, sempre nos acham (claro q isso depende às vezes também da boa vontade de nossas "QUERIDAS" Ui, operadoras)! E muitas vezes nos acham nos piores momentos possíveis (quando o assaltante já havia se convencido de que aquela carteira fuleira com dois contos dentro e a foto da muié era tudo de valor que você possuía , justamente naquela hora, ela liga prá "saber se tá tudo bem!")
Pois bem! Hoje estou sem esse rastreador, ninguém vai me achar! ...Nin-guém vai me achar....ih...ninguém? Mas...e se ligarem me chamando praquela entrevista de emprego?! Puxa vida e se a mulher me liga e eu não atendo?! E se, finalmente aquela guria que eu estava muito afim, me liga topando aquele encontro?!!!Pelos deuses!!!! E agora?
E agora eu me sentia sozinho e desarmado....passando invisível por todos....aiai...incomunicável...
O que faço? Será q me tornei um escravo desta modernidade? Pelos deuses antigos!!!!
...............Volto prá casa. Ansioso, um tanto paranóico prá pegar o meu celular, abrindo maõ de minha tal "liberdade excludente", minha "liberdade aparente"....
É...que patético....hahahaha...
Olha!!!Recebi uma mensagem!!!!!^^

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Aquele sobre saudade e Orkut...


Lembra daqueles que estudavam com você, no segundo grau ou mesmo no ensino fundamental? Quantos deles você ainda vê? Com quantos deles você ainda mantém contato? Lembra um pouco a música "A lista" de Oswaldo Montenegro. Nestes tempos modernos (pq pós-moderno deve ser ilusão?), ainda tem aqueles amigos que você encontra no Orkut. essa ferramenta que nos dá uma ilusão de proximidade.

Uma parte de mim gostaria de rever todos aqueles com quem estudei, pelo menos da quinta série em diante. Outra parte de mim me pergunta , mas qual o assunto? Encontrar-se com estes conhecidos de tempos idos normalmente se resume em felicidade, nostalgia e falta de assunto; veja revemos a pessoa, bate aquela alegria , abraços empolgados, por vezes uma lágrima solitária escorre no cantinho do olho (discretemente), saber o que a pessoa faz atualmente (e nesse momento já observei muitos que temem a resposta, mas vai saber...) vem então o inevitável "Puxa!Quanto tempo hein!" nisso vem a nostalgia, lembra disso, lembra daquilo, e assim vai até que se esbarra naquele climão...um silêncio, uma falta de assunto....afinal, depois de tantos anos você acaba percebendo que aquela pessoa é praticamente um estranho! Não meus caros, eu não sou paranóico ou mesmo mestre em fazer tempestades em copos d'água, mas é assim. Assim você se despede, e finaliza com um: "Devemos nos encontrar, qualquer dia desses, reunir o povo e tal..." -mera formalidade, normalmente nem você nem o outro aceditam nessas palavras, hj trocam o Orkut e o msn, e assim vão, cada um pro seu planeta.

Mas a parte que gostaria de rever é mais forte do que a outra, e se nesses reencontros ocorrer da mesma forma de como foi relatado anteriormente? Sinceramente, pouco importa! Quero rever essas pessoas, alguns mais, outros menos. Prá onde foram?O que fizeram? mesmo que tenham enveredado por caminhos que nunca trilhariam quando conversávamos, mesmo que aquele conhecido não tenha se tornado o Herói que queria, conversar sobre os velhos tempos (porque bons tempos são esses em que eu existo!), essas coisas, ou mesmo para em algum grau satisfazer um pouco nosso ego (estou sendo um pouco mau, me deixem!) quando temos nossa vingancinha depois de tanto tempo (aquele que nunca sentiu isso, dê a primeira chinelada!), esas coisas que fazem de nós seres esquisitamente complexos...ou não.

Conversar sobre os tempos antigos...ai!Fiquei nostálgico!!!! Onde está minha dose do presente? Vou ver meu Orkut.....

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Amizade?...Será?




Em uma recente conversa com uma amiga, um assunte veio à tona: "Será que existe amizade (amizade de verdade, não com segundas e terceiras intencões iniciais) entre um homem e uma mulher?Será possível tal relação?"


A maioria das mulheres vai dizer que sim, é possível.A mioria de nós Homens vai dizer que isso é uma idéia maluca.E vc caro leitor o que acha?Será que conseguimos deixar nossos "instintos sociais" (isso existe?Com esse nome?), e desenrolar uma bela relação de amigos com uma garota, mesmo q esta seja linda?Uma amiga, certa vez me disse, que "o homem só ganha uma amiga quando não conseguiu ficar/namorar com ela". Um amigo disse que essa relação estará fadada ao fracasso, não dá, pois, mais dia menos dia você acaba querendo algo mais;Um outro acha que amigo, só os seus iguais; e um outro que tem a certeza de que o único amigo "homem" de mulher que é possível, é um amigo gay. Meus caros cuecas, será que é impossível a gente se aproximar de uma garota linda e numa conversa com ela, vc ter muitas afinidades e pensar:"Nossa, essa guria dará uma ótima amiga!" .Mulheres, será que realmente todo homem que se aproxima quer algo mais?(elas dirão que sim, e vão acabar "se achando"...hehehe).
Tenho muitos amigos...tenho várias amigas...algumas delas foi amizade desde um primeiro momento (várias boas companheiras de festas e bebemorações), de algumas a amizade veio depois de um fora, de poucas da amizade surgiu algo mais...é...parece que a situação é mais complexa do que eu imaginava?Que nada!!!Homens podemos sim ter amigas(mulheres) verdadeiras e nisso não importa como começou, ou como terminará...Eu termino com uma frase clichê: "....ou como terminará (frase dita anteriormente)...termina não, pq amizades verdadeiras são prá sempre!"...Que brega!Vou é tomar um café e dormir!!!!

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Música...


"O mundo sem música, seria um erro."

Acho que foi Nietzsche quem proferiu esta frase, bem, é a mais pura verdade. Não importa o estilo.

Todos nós temos uma trilha sonora, aquela seleção de músicas para determinados momentos. Uma música para quando se está dirigindo um carro por uma estrada deserta, uma música para os apaixonados, música para curtir uma "boa" dor de cotovelo,música para dar coragem , música para meditar, para se divertir, para pensar ...música para viver!!!

É uma música que me faz lembrar amigos que se perderam nas areias do tempo, uma música me faz lembrar a face de alguém que gosto, me faz lembrar de bons momentos. Tocamos uma música em nossa cabeça de manhã para encararmos a vida, tal qual uma tribo num cântico de preparação para a guerra.

A música nos deixa um pouco mais divinizados, digo isso, quando uma música nos toca profundamente e nos deixa em um estado de percepção alterada (entramos em alfa?), nos deixa mais...como direi...um tanto quanto "xamãs"?

"Música para ouvir música"...

Qual a sua trilha sonora?

No momento, escrevendo estas linhas escuto um pouco de Mozart, Led Zeppelin e Queen..que mistura hein?!


segunda-feira, 7 de julho de 2008

Deuses e insônia...


Meus deuses da chuva se tornaram apenas fenômenos atmosféricos. Deus da caça?Prá quê, se posso comprar comida no mercado? O deus sol, não, na verdade é uma estrela. Plutão, deus dos mortos...ih, nem planeta é mais, foi rebaixado.Racionalização...dinheiro é um deus?"Teoricamente" ainda não.Antigos deuses, agora são apenas parte de lendas, a mágica ficou reduzida a truques de ilusionistas, possesão...temos umas encenações que rendem ainda bom dinheiro. Estou aprendendo a destruir deuses, essa é que é a verdade, e faço isso meio a contragosto.É...destruindo deuses, racionalizando-os..."MAS AINDA NÃO PASSO POR BAIXO DE ESCADAS"!

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Agruras do mundo moderno?Ou será de nós, pobres?

Que cheguem os teletransportes!!!! Já parou prá pensar quanto tempo perdemos, nós, pobres pessoas que "pegam o velho busão"? Ler é muito bom, para engrandecimento da alma e para passar o tempo, mas torna-se uma tarefa assaz difícil dentro do ônibus, primeiro a possibilidade de um problema na retina e segundo, se estiver em pé...aí é impossível. Antigamente o motorista tal qual um tirano, ditava (todo poderoso), o que se tocava no rádio (dava graças aos deuses, quando me aparecia um que pelo menos colocava um flashback!), mas hoje, com o advento do mp3 é cada um em seu mundinho sonoro particular, difícil conversar assim! Existem dias em que passo horas em uma viagem, não de uma cidade à outra, mas de um bairro a outro! E se o inferno é aqui, ele é mais quente em um ônibus lotado (desconfio que existam certas linhas que nunca se esvaziam, não importa a hora em que você entre!), pior ainda é um ônibus lotado e você dependurado na porta, segurando-se ferozmente (a imagem do Hércules quasímodo que Euclides da Cunha já citava) para não ser talvez, por que não, esporrado. Em pé no meio de diferentes fragâncias pela manhã ou no meio de odores nauseantes à tardinha, todo o calr humano, e você ainda tendo de se preocupar com a famosa "pinada" sim, um camarada, que chega disfarçadamente por trás e "Lúúú". E existem aqueles dias em que o ônibus tem o seu pneu furado, vc desce, pensa em continuar o pouco do que falta do trajeto à pé e chove....justamente quando não se está com um guarda-chuva. Por isso repito a plenos pulmões:"Quero um teletransporte!!!"
Como em Jornadas nas estrelas: "Senhor Fulano, dois prá subir!"

domingo, 1 de junho de 2008

Sobre originalidade (mas nem tão original assim...)

É difícil você ser original, poderia até dizer que é uma arte. Criar um bom personagem, uma situação interessante, um texto envolvente, um filme denso, o que quer que seja. E nisso, nem sei por que eu estou escrevendo isso. Amanhã é provável que eu vá adentrar a madrugada para escrever um trabalho. Nem li o texto referente às questões ainda... Quero escrever algo pelo menos como direi inusitado (claro que deve fazer sentido), levo em consideração aqui os muitos textos feitos por compadres da faculdade onde todos parecem rezar da mesma cartilha, daí vem o questionamento que foi anteriormente levantado: “É difícil ser original...”.
O que tenho visto (e muito) é uma reprodução de teorias, um “recortar e colar” desgraçado (e isso, também o faço), onde enchemos nosso texto com frases de outros pensadores, baseamos tudo em idéias de outros (por favor, dêem um guaraná Antártica pra esse povo!), só pra se ter uma idéia de um começo errado: Não temos cadeiras obrigatórias na filosofia... Daí surgem os: “E assim falou fulano”, “concordo quando ele diz”, “usei a teoria de beltrano”.
E é provável que este desabafo tenha sido feito para nunca ver a luz do dia...